“Que o livro desta lei esteja sempre nos teus lábios: medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de agir de acordo com tudo que está escrito nele. Assim serás bem sucedido nas tuas realizações e alcançaras êxito. Não te ordenei: Sê firme e corajoso? Não temas e não te apavores, porque o Senhor teu Deus está contigo por onde quer que andes.” (Js 1,8s)
Assim Deus fala a Josué, o novo líder do povo de Deus depois da morte de Moisés. Quantas incertezas para enfrentar, mas a ordem é precisa: meditar a Palavra dia e noite e agir de acordo com Ela, lançar fora os medos porque Ele estará sempre Presente. Este trecho das Sagradas Escrituras já prefigurava a Verdade do Prólogo do Evangelho de São João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1,14) O Verbo, a Palavra se fez criança para ser compreendida por nós... A Palavra hoje tem um rosto: Jesus de Nazaré!
Meditar a Palavra é ir ao encontro de um Deus Criador e Infinito que se fez criatura e limitada pelo tempo para se aproximar, por amor, de cada um de nós. Meditar a Palavra e a pôr em prática é responder a esse Deus de Amor que supera as distâncias e desigualdades para nos fazer próximos e destinatários da Aliança matrimonial entre Cristo e nós, a Igreja. Meditar a Palavra é dialogar com Deus! E é através deste diálogo que “compreendemo-nos a nós mesmos e encontramos respostas para as perguntas mais profundas que habitam no nosso coração”.
Num tempo de valorização exacerbada do ter, do poder e sobretudo do prazer, num tempo de relativismo e individualismo gritantes, o quanto é importante despertar no homem a consciência de destinatário deste Amor, mesmo porque todas as realizações do mundo são completamente incapazes de realizar as aspirações mais profundas do coração do homem. E é exatamente pela Palavra que se consegue este despertar! As Sagradas Escrituras contém palavras que resignificam a vida, pois devolvem ao homem a dignidade que lhe é própria: “ A todos que o receberam (O Verbo, A Palavra) deu o poder de se tornarem filhos de Deus.” (Jo 1,12) Somos filhos de Deus!
Exatamente para que as ovelhas reencontrem o caminho de volta para casa, para que resgatem seu valor de filhos, para que despertem de um sono letárgico, o seu pastor terreno, o Papa Bento XVI reuniu em sua “Exortação Apostólica Pós-Sinodal , Verbum Domini” todos os passos necessários para percorrermos rumo ao Eterno. Nela encontramos as propostas (sempre propostas e nunca imposições) e orientações para revalorizarmos a Palavra Divina em nossas vidas e na missão da Igreja.
A Verbum Domini traz como primeiro passo a ser seguido por nós, esta constatação da Presença de Deus na origem e na fonte da Palavra. E ao Deus que fala, o homem deve responder com a fé. O silêncio da escuta adicionado a prática harmonica entre o que se acredita e o que se vive, testemunho.
O segundo passo é de extrema importância na atualidade, resgatar a Liturgia como lugar privilegiado da Palavra de Deus. Tudo hoje é de “extrema urgência”, vemos pessoas, carros, situações se atropelando pela questão da “pressa”. E tudo é executado, porém nem sempre refletido. Tranferimos também este caos para nosso interior e nos movemos com correria também no que diz respeito a nossa espiritualidade. E o tempo da reflexão, da sacramentalidade, da ritualidade da vida? O resgate da Liturgia e o valor que devemos dar a ela, nos fará pôr freio em situações que não devem continuar, mas também acelerará algumas que já a muito tempo precisam de impulso. Para exemplificar, é inconcebível que a Palavra de Deus seja tratada com tamanho descaso por tantos, sejam estes cristãos ou não, e independete do contexto (de celebração, oração particular, encontros, homilias, canto...) . Do mesmo modo, também é inconcebível um cristão que não esteja pronto a “dar razão da sua esperança.” A catequese e a formação cristãs devem iniciar com a liturgia doméstica e se completar na Celebração Eucarística.
O terceiro passo nos relembra que se somos filhos, também temos irmãos e devemos ir até eles não com uma mensagem “anestesiante mas desinstaladora, que chama à conversão e que torna acessível o encontro pessoal com Jesus Cristo”.
E, se percorrermos os primeiros passos, mas não chegarmos ao terceiro, teremos edificado sobre a areia. É dever de todo cristão familiarizar-se com a Palavra de Deus para anunciá-la com ousadia profética, audácia pentescostal e sobretudo com confiança plena na força e na Ação do Espírito Santo de Deus.
Mensagens da Cris
domingo, 9 de janeiro de 2011
TRANSFORMAR A DOR EM ALEGRIA
“Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar a luz... Ela deu à luz um filho, um varão, que regerá todas as nações com cetro de ferro.” (Ap 12, 1-2.5)
Maria sempre é lembrada nesta leitura do Livro do Apocalipse, primeiro por estar revestida de Deus (sol e lua), depois por reinar (coroa) entre os eleitos de Deus (doze representa a humanidade), mas sobretudo, por estar, a Mulher, grávida de um filho varão que governará todas as nações. E, é neste ponto que esta leitura nos convoca a um olhar mais específico.
A Mulher está atormentada para dar à luz, mas que grande alegria quando nasce seu filho! Ele é forte e é rei! Aprendemos desta Mulher que para viver o tempo da alegria foi preciso antes passar pela tormenta, sofrer as dores de parto. E Maria não foi diferente, ela transformou a dor em alegria! E pudemos celebrar então a Encarnação de Deus entre nós, Natal!
Notemos bem: Jesus nasce entre nós a partir do momento em que, assim como Maria, nos disponibilizamos (FIAT: sim) a fazê-lo nascer para este mundo, nos entregamos ao tempo de vencer a dor e transformá-la em alegria. Assim o projeto de Deus acontecerá: à medida em que mais e mais pessoas se tornarem fecundos neste amor divino e enfrentarem as tormentas necessárias para que ele veja a luz.
Descobrimos com isso que todo tempo é tempo de natal. E que toda pessoa, seja mulher, homem ou criança, de qualquer tempo e de qualquer lugar, pode e deve simbolizar esta Mulher do Livro do Apocalipse. Bem-aventurados serão os que assim procederem, assim como bem-aventurada é Maria!
Celebramos o natal quando transformamos a dor dos aflitos em alegria pelo consolo. Quando transformamos a fome e sede de justiça de muitos irmãos que choram e clamam pelo mundo afora em alegria de saciedade, partilha e fartura. Celebramos o natal quando amamos! O amor é a força que transforma.
Maria muito amou e transformou a dor em alegria. Jesus muito amou e transformou a morte em ressurreição. Este poder de transformação agora está conosco! Que tenhamos a coragem de assumí-lo e celebrar então um natal como verdadeiramente convém a cristãos.
Maria sempre é lembrada nesta leitura do Livro do Apocalipse, primeiro por estar revestida de Deus (sol e lua), depois por reinar (coroa) entre os eleitos de Deus (doze representa a humanidade), mas sobretudo, por estar, a Mulher, grávida de um filho varão que governará todas as nações. E, é neste ponto que esta leitura nos convoca a um olhar mais específico.
A Mulher está atormentada para dar à luz, mas que grande alegria quando nasce seu filho! Ele é forte e é rei! Aprendemos desta Mulher que para viver o tempo da alegria foi preciso antes passar pela tormenta, sofrer as dores de parto. E Maria não foi diferente, ela transformou a dor em alegria! E pudemos celebrar então a Encarnação de Deus entre nós, Natal!
Notemos bem: Jesus nasce entre nós a partir do momento em que, assim como Maria, nos disponibilizamos (FIAT: sim) a fazê-lo nascer para este mundo, nos entregamos ao tempo de vencer a dor e transformá-la em alegria. Assim o projeto de Deus acontecerá: à medida em que mais e mais pessoas se tornarem fecundos neste amor divino e enfrentarem as tormentas necessárias para que ele veja a luz.
Descobrimos com isso que todo tempo é tempo de natal. E que toda pessoa, seja mulher, homem ou criança, de qualquer tempo e de qualquer lugar, pode e deve simbolizar esta Mulher do Livro do Apocalipse. Bem-aventurados serão os que assim procederem, assim como bem-aventurada é Maria!
Celebramos o natal quando transformamos a dor dos aflitos em alegria pelo consolo. Quando transformamos a fome e sede de justiça de muitos irmãos que choram e clamam pelo mundo afora em alegria de saciedade, partilha e fartura. Celebramos o natal quando amamos! O amor é a força que transforma.
Maria muito amou e transformou a dor em alegria. Jesus muito amou e transformou a morte em ressurreição. Este poder de transformação agora está conosco! Que tenhamos a coragem de assumí-lo e celebrar então um natal como verdadeiramente convém a cristãos.
domingo, 17 de outubro de 2010
A verdadeira missão: ser como a criança!
Dos pequeninos sempre nos lembramos em outubro. Um trecho da Palavra nos diz da importância deles para o Reino de Deus: “Deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus.” (Lc 18, 16) E logo no versículo seguinte nos recordamos dos professores, também saudados neste mês: “Em verdade vos digo, aquele que não receber o Reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele.” (Lc 18, 17) A lembrança dos mestres está justamente no aprendizado que devemos ter com as crianças: são elas que possuem o conhecimento do caminho do Reino.
Pensar na criança nos remete à delicadeza, ingenuidade, curiosidade, sapequice, sorriso, gargalhada... Para traduzir tudo isso: pureza! “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8)
À criança pertence o Reino, o conhecimento do caminho para chegar até lá e ainda mais, a pureza que proporciona a contemplação da Face do Senhor. “ Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” (Lc 10,21)
O olhar desperto de uma criança diante de algo novo e surpreendente, a alegria expressa no sorriso ao poder brincar, a abertura e a seriedade ao aprender, a humildade e facilidade em pedir perdão nas horas das travessuras, e sobretudo a entrega inteira, confiante e intensa na aventura de viver e crescer...
Acredito que o grande mistério está em crescer sem perder estas características tão fundamentais para um ser humano a caminho do Reino.
Jesus podia ver, mesmo que estivesse bem lá no fundo, a criança teimosa ao olhar para Pedro, a criança inquieta ao olhar para João, a moleca travessa escondida nas marcas de sofrimento de Maria Madalena e o garotinho arteiro no grande homem Paulo.
Despertar a criança em nós... despertar a criança no outro! Deixar vir a tona nosso estado inicial que nos impulsiona para um novo nascimento, um nascer do alto, que nos reeduca para o amor, para o essencial, para o simples, para o puro que faz com tenhamos a ingenuidade necessária, e não alienante, para acreditar que o mundo pode e deve ser transformado a partir das nossas atitudes.
E mesmo quando tudo parecer que não está dando certo, poder sentar, chorar e sentir o afago gostoso e carinhoso de um Deus que é Pai e Mãe. E, num instante, já estar pronto novamente para seguir em missão.
Missão esta que está representada pela vida de Jesus, o Filho! Àquele que se fez criança, que despertou em nós o desejo de ser criança e que voltou para os braços do Pai como um exemplo de Homem que enfrentou toda luta sem perder a doçura própria e característica de uma criança.
Pensar na criança nos remete à delicadeza, ingenuidade, curiosidade, sapequice, sorriso, gargalhada... Para traduzir tudo isso: pureza! “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8)
À criança pertence o Reino, o conhecimento do caminho para chegar até lá e ainda mais, a pureza que proporciona a contemplação da Face do Senhor. “ Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” (Lc 10,21)
O olhar desperto de uma criança diante de algo novo e surpreendente, a alegria expressa no sorriso ao poder brincar, a abertura e a seriedade ao aprender, a humildade e facilidade em pedir perdão nas horas das travessuras, e sobretudo a entrega inteira, confiante e intensa na aventura de viver e crescer...
Acredito que o grande mistério está em crescer sem perder estas características tão fundamentais para um ser humano a caminho do Reino.
Jesus podia ver, mesmo que estivesse bem lá no fundo, a criança teimosa ao olhar para Pedro, a criança inquieta ao olhar para João, a moleca travessa escondida nas marcas de sofrimento de Maria Madalena e o garotinho arteiro no grande homem Paulo.
Despertar a criança em nós... despertar a criança no outro! Deixar vir a tona nosso estado inicial que nos impulsiona para um novo nascimento, um nascer do alto, que nos reeduca para o amor, para o essencial, para o simples, para o puro que faz com tenhamos a ingenuidade necessária, e não alienante, para acreditar que o mundo pode e deve ser transformado a partir das nossas atitudes.
E mesmo quando tudo parecer que não está dando certo, poder sentar, chorar e sentir o afago gostoso e carinhoso de um Deus que é Pai e Mãe. E, num instante, já estar pronto novamente para seguir em missão.
Missão esta que está representada pela vida de Jesus, o Filho! Àquele que se fez criança, que despertou em nós o desejo de ser criança e que voltou para os braços do Pai como um exemplo de Homem que enfrentou toda luta sem perder a doçura própria e característica de uma criança.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Jonas: O profeta teimoso.
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreesão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Atenção, escuta, meditação,oração e ação!
A cada ano a CNBB propõe a leitura de um livro da Bíblia, este ano o livro a ser lido é o livro do Profeta Jonas. Quanto ensinamento em apenas quatro capítulos! Que dirá de toda a Bíblia?
Atenção para a história do profeta teimoso que vai na direção contrária ao mandato de Deus, fortalecendo em si mesmo a convicção do egoísmo, do descaso com o diferente, além do julgamento precipitado. Jonas se recusa a pregar em Nínive, a capital da Assíria, que representava para seu povo, o inimigo. Assim pensavam: “Ao inimigo a condenação”! Atenção maior para um Deus que não é nacionalista e muito menos exclusivista, que se ocupa, com amor, de todos os povos.
A escuta de Jonas à ordem de Deus acontece em meio à tempestade e junto àqueles que não acreditavam. Neste momento de naufrágio pessoal, o amor do Senhor prevalece: É Ele quem transforma a tristeza em alegria e a morte em ressurreição...
O silêncio interior acontece com a simbologia do peixe, que tanto nos instrui a respeito das correrias e barulhos do mundo que nos impedem de verdadeiramente meditarmos a respeito de quem somos e de estabelecermos contato com o divino. Na interioridade se desenvolve a experiência do sagrado! Nossas convicções dão lugar aos valores do reino onde poder é serviço, onde ganhar é perder, onde riqueza é ser pobre e onde o maior prazer é doar-se inteiramente em favor dos outros. E assim orou Jonas: ”Quanto a mim, com cantos de ação de graças, oferecer-te-ei sacrifícios e cumprirei os votos que tiver feito: ao senhor pertence a salvação!” (Jn 2, 10)
Três dias para a ação era o tempo favorável, porém com apenas um terço da ação realizada e o objetivo já havia sido alcançado. Os pagãos recebem a Palavra e se convertem! A indignação de Jonas, tanto pela conversão dos inimigos quanto pela perda de uma árvore que lhe fazia sombra segue a humanidade que tanto nos condiciona em nossa mesquinhez e que nos faz tão dependentes dos “setenta vezes sete” de Deus por nós.
Jonas se ocupou de uma planta, com o que nós nos ocupamos?
Deus se ocupa com pessoas!
E o chamado d’Ele é para cada um de nós, assim como seu amor e misericórdia!
Qual é a nossa resposta?
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreesão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Atenção, escuta, meditação,oração e ação!
A cada ano a CNBB propõe a leitura de um livro da Bíblia, este ano o livro a ser lido é o livro do Profeta Jonas. Quanto ensinamento em apenas quatro capítulos! Que dirá de toda a Bíblia?
Atenção para a história do profeta teimoso que vai na direção contrária ao mandato de Deus, fortalecendo em si mesmo a convicção do egoísmo, do descaso com o diferente, além do julgamento precipitado. Jonas se recusa a pregar em Nínive, a capital da Assíria, que representava para seu povo, o inimigo. Assim pensavam: “Ao inimigo a condenação”! Atenção maior para um Deus que não é nacionalista e muito menos exclusivista, que se ocupa, com amor, de todos os povos.
A escuta de Jonas à ordem de Deus acontece em meio à tempestade e junto àqueles que não acreditavam. Neste momento de naufrágio pessoal, o amor do Senhor prevalece: É Ele quem transforma a tristeza em alegria e a morte em ressurreição...
O silêncio interior acontece com a simbologia do peixe, que tanto nos instrui a respeito das correrias e barulhos do mundo que nos impedem de verdadeiramente meditarmos a respeito de quem somos e de estabelecermos contato com o divino. Na interioridade se desenvolve a experiência do sagrado! Nossas convicções dão lugar aos valores do reino onde poder é serviço, onde ganhar é perder, onde riqueza é ser pobre e onde o maior prazer é doar-se inteiramente em favor dos outros. E assim orou Jonas: ”Quanto a mim, com cantos de ação de graças, oferecer-te-ei sacrifícios e cumprirei os votos que tiver feito: ao senhor pertence a salvação!” (Jn 2, 10)
Três dias para a ação era o tempo favorável, porém com apenas um terço da ação realizada e o objetivo já havia sido alcançado. Os pagãos recebem a Palavra e se convertem! A indignação de Jonas, tanto pela conversão dos inimigos quanto pela perda de uma árvore que lhe fazia sombra segue a humanidade que tanto nos condiciona em nossa mesquinhez e que nos faz tão dependentes dos “setenta vezes sete” de Deus por nós.
Jonas se ocupou de uma planta, com o que nós nos ocupamos?
Deus se ocupa com pessoas!
E o chamado d’Ele é para cada um de nós, assim como seu amor e misericórdia!
Qual é a nossa resposta?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
“Ouvir a Palavra de Deus e A por em prática”
Setembro, mês da Palavra!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Eis-me aqui?
Ao celebrar em Agosto a vocação dos cristãos a Igreja toda se prepara para o 3.º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Itaici e Indaiatuba – SP e terá como Tema: “Discípulos missionários a serviço das vocações” e seu Lema será: ”Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
domingo, 22 de agosto de 2010
ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL: COMBATEMOS O BOM COMBATE!
De 9 a 11 de junho de 2010 acontecerá, em Roma, o encerramento do Ano Sacerdotal. A um ano atrás a Igreja toda se deparou com a audácia profética do Papa Bento XVI ao decretar um ano inteiro dedicado “às orações pela santificação dos sacerdotes”. A Igreja também esteve diante do líder humilde que pediu e reconheceu: “orem por nós, precisamos de oração!”
Este ano que passou foi marcado por denúncias, escândalos, abusos, crimes. Infelizmente, o joio está em meio ao trigo. Mas a postura diante de tantos problemas é a de Jesus Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5,44s) E ainda mais: “Os sãos não tem necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,31s)
É evidente que Deus não compactua com o mal, sempre diante de uma libertação Jesus dizia: “Vá e não peques mais!” , mas também não O vemos, em nenhum momento, contabilizando os erros de cada pecador que d’Ele se aproximava. O verdadeiro combate que devemos travar, Ele nos ensina, é contra o pecado! Ao pecador, a misericórdia de Deus!
É imprescindível neste momento reconhecer nas palavras do papa a sabedoria de Deus agindo através de Seu Santo Espírito: Orar pelos sacerdotes! Sobretudo por aqueles que mais necessitam de oração. Não podemos nos esquecer que é através dos sacerdotes que temos a Eucaristia e o Perdão dos Pecados e a Graça de Deus que age neles é infinitamente maior que todos os pecados que eles possam cometer. E mais, temos espalhados pelo mundo afora, muitos sacerdotes que dão autêntico testemunho evangélico! Não se pode, de maneira alguma, generalizar fatos isolados! E quanto a igreja cresceu neste último ano! E isso se deve à Força de Deus e a caminhada humana, liderada por homens de fé que se propuseram a viver a vida no serviço aos outros. A “Caridade na Verdade”: não há outro modo de dar esperança a tantos no mundo!
A comunidade, além de orar por seus sacerdotes, também é responsável pelo acolhimento, pela solidariedade, pelo perdão, pela correção fraterna que são gestos de amor que ela deve ter para com eles. Neste mesmo contexto, o quanto é importante que a comunidade também os elogie. De maneira especial convoco a comunidade do Divino Espírito Santo a olhar com “novo olhar” o quanto é salutar termos entre nós sacerdotes que levem vida digna do Evangelho do Senhor. Já, em clima de revisão e balanço, podemos perceber o quanto nossa igreja templo se modificou, as nossas celebrações se tornaram mais condizentes com os “Mistérios Sagrados” que celebramos, nos aproximamos para o Banquete Pascal agora partilhando as “Duas Espécies”, nossas crianças tem espaço de destaque na formação, pastorais incluem os mais necessitados de inclusão e muito, muito mais... E, além de tudo isso, temos os exemplos de sacerdotes que meditam sempre em sua conversão. Padres que realmente se esforçam em nos exortar à santificação, ao crescimento de nossa fé e que nos conduzem como bons pastores.
Ação de graças é a nossa tarefa agora! Com a certeza que “em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” ( Rm 8,37) e é d’Ele a promessa à toda a Igreja: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18b).
Este ano que passou foi marcado por denúncias, escândalos, abusos, crimes. Infelizmente, o joio está em meio ao trigo. Mas a postura diante de tantos problemas é a de Jesus Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5,44s) E ainda mais: “Os sãos não tem necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,31s)
É evidente que Deus não compactua com o mal, sempre diante de uma libertação Jesus dizia: “Vá e não peques mais!” , mas também não O vemos, em nenhum momento, contabilizando os erros de cada pecador que d’Ele se aproximava. O verdadeiro combate que devemos travar, Ele nos ensina, é contra o pecado! Ao pecador, a misericórdia de Deus!
É imprescindível neste momento reconhecer nas palavras do papa a sabedoria de Deus agindo através de Seu Santo Espírito: Orar pelos sacerdotes! Sobretudo por aqueles que mais necessitam de oração. Não podemos nos esquecer que é através dos sacerdotes que temos a Eucaristia e o Perdão dos Pecados e a Graça de Deus que age neles é infinitamente maior que todos os pecados que eles possam cometer. E mais, temos espalhados pelo mundo afora, muitos sacerdotes que dão autêntico testemunho evangélico! Não se pode, de maneira alguma, generalizar fatos isolados! E quanto a igreja cresceu neste último ano! E isso se deve à Força de Deus e a caminhada humana, liderada por homens de fé que se propuseram a viver a vida no serviço aos outros. A “Caridade na Verdade”: não há outro modo de dar esperança a tantos no mundo!
A comunidade, além de orar por seus sacerdotes, também é responsável pelo acolhimento, pela solidariedade, pelo perdão, pela correção fraterna que são gestos de amor que ela deve ter para com eles. Neste mesmo contexto, o quanto é importante que a comunidade também os elogie. De maneira especial convoco a comunidade do Divino Espírito Santo a olhar com “novo olhar” o quanto é salutar termos entre nós sacerdotes que levem vida digna do Evangelho do Senhor. Já, em clima de revisão e balanço, podemos perceber o quanto nossa igreja templo se modificou, as nossas celebrações se tornaram mais condizentes com os “Mistérios Sagrados” que celebramos, nos aproximamos para o Banquete Pascal agora partilhando as “Duas Espécies”, nossas crianças tem espaço de destaque na formação, pastorais incluem os mais necessitados de inclusão e muito, muito mais... E, além de tudo isso, temos os exemplos de sacerdotes que meditam sempre em sua conversão. Padres que realmente se esforçam em nos exortar à santificação, ao crescimento de nossa fé e que nos conduzem como bons pastores.
Ação de graças é a nossa tarefa agora! Com a certeza que “em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” ( Rm 8,37) e é d’Ele a promessa à toda a Igreja: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18b).
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