Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreesão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Atenção, escuta, meditação,oração e ação!
A cada ano a CNBB propõe a leitura de um livro da Bíblia, este ano o livro a ser lido é o livro do Profeta Jonas. Quanto ensinamento em apenas quatro capítulos! Que dirá de toda a Bíblia?
Atenção para a história do profeta teimoso que vai na direção contrária ao mandato de Deus, fortalecendo em si mesmo a convicção do egoísmo, do descaso com o diferente, além do julgamento precipitado. Jonas se recusa a pregar em Nínive, a capital da Assíria, que representava para seu povo, o inimigo. Assim pensavam: “Ao inimigo a condenação”! Atenção maior para um Deus que não é nacionalista e muito menos exclusivista, que se ocupa, com amor, de todos os povos.
A escuta de Jonas à ordem de Deus acontece em meio à tempestade e junto àqueles que não acreditavam. Neste momento de naufrágio pessoal, o amor do Senhor prevalece: É Ele quem transforma a tristeza em alegria e a morte em ressurreição...
O silêncio interior acontece com a simbologia do peixe, que tanto nos instrui a respeito das correrias e barulhos do mundo que nos impedem de verdadeiramente meditarmos a respeito de quem somos e de estabelecermos contato com o divino. Na interioridade se desenvolve a experiência do sagrado! Nossas convicções dão lugar aos valores do reino onde poder é serviço, onde ganhar é perder, onde riqueza é ser pobre e onde o maior prazer é doar-se inteiramente em favor dos outros. E assim orou Jonas: ”Quanto a mim, com cantos de ação de graças, oferecer-te-ei sacrifícios e cumprirei os votos que tiver feito: ao senhor pertence a salvação!” (Jn 2, 10)
Três dias para a ação era o tempo favorável, porém com apenas um terço da ação realizada e o objetivo já havia sido alcançado. Os pagãos recebem a Palavra e se convertem! A indignação de Jonas, tanto pela conversão dos inimigos quanto pela perda de uma árvore que lhe fazia sombra segue a humanidade que tanto nos condiciona em nossa mesquinhez e que nos faz tão dependentes dos “setenta vezes sete” de Deus por nós.
Jonas se ocupou de uma planta, com o que nós nos ocupamos?
Deus se ocupa com pessoas!
E o chamado d’Ele é para cada um de nós, assim como seu amor e misericórdia!
Qual é a nossa resposta?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
“Ouvir a Palavra de Deus e A por em prática”
Setembro, mês da Palavra!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Eis-me aqui?
Ao celebrar em Agosto a vocação dos cristãos a Igreja toda se prepara para o 3.º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Itaici e Indaiatuba – SP e terá como Tema: “Discípulos missionários a serviço das vocações” e seu Lema será: ”Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
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