Dos pequeninos sempre nos lembramos em outubro. Um trecho da Palavra nos diz da importância deles para o Reino de Deus: “Deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus.” (Lc 18, 16) E logo no versículo seguinte nos recordamos dos professores, também saudados neste mês: “Em verdade vos digo, aquele que não receber o Reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele.” (Lc 18, 17) A lembrança dos mestres está justamente no aprendizado que devemos ter com as crianças: são elas que possuem o conhecimento do caminho do Reino.
Pensar na criança nos remete à delicadeza, ingenuidade, curiosidade, sapequice, sorriso, gargalhada... Para traduzir tudo isso: pureza! “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8)
À criança pertence o Reino, o conhecimento do caminho para chegar até lá e ainda mais, a pureza que proporciona a contemplação da Face do Senhor. “ Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” (Lc 10,21)
O olhar desperto de uma criança diante de algo novo e surpreendente, a alegria expressa no sorriso ao poder brincar, a abertura e a seriedade ao aprender, a humildade e facilidade em pedir perdão nas horas das travessuras, e sobretudo a entrega inteira, confiante e intensa na aventura de viver e crescer...
Acredito que o grande mistério está em crescer sem perder estas características tão fundamentais para um ser humano a caminho do Reino.
Jesus podia ver, mesmo que estivesse bem lá no fundo, a criança teimosa ao olhar para Pedro, a criança inquieta ao olhar para João, a moleca travessa escondida nas marcas de sofrimento de Maria Madalena e o garotinho arteiro no grande homem Paulo.
Despertar a criança em nós... despertar a criança no outro! Deixar vir a tona nosso estado inicial que nos impulsiona para um novo nascimento, um nascer do alto, que nos reeduca para o amor, para o essencial, para o simples, para o puro que faz com tenhamos a ingenuidade necessária, e não alienante, para acreditar que o mundo pode e deve ser transformado a partir das nossas atitudes.
E mesmo quando tudo parecer que não está dando certo, poder sentar, chorar e sentir o afago gostoso e carinhoso de um Deus que é Pai e Mãe. E, num instante, já estar pronto novamente para seguir em missão.
Missão esta que está representada pela vida de Jesus, o Filho! Àquele que se fez criança, que despertou em nós o desejo de ser criança e que voltou para os braços do Pai como um exemplo de Homem que enfrentou toda luta sem perder a doçura própria e característica de uma criança.
domingo, 17 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Jonas: O profeta teimoso.
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreesão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Atenção, escuta, meditação,oração e ação!
A cada ano a CNBB propõe a leitura de um livro da Bíblia, este ano o livro a ser lido é o livro do Profeta Jonas. Quanto ensinamento em apenas quatro capítulos! Que dirá de toda a Bíblia?
Atenção para a história do profeta teimoso que vai na direção contrária ao mandato de Deus, fortalecendo em si mesmo a convicção do egoísmo, do descaso com o diferente, além do julgamento precipitado. Jonas se recusa a pregar em Nínive, a capital da Assíria, que representava para seu povo, o inimigo. Assim pensavam: “Ao inimigo a condenação”! Atenção maior para um Deus que não é nacionalista e muito menos exclusivista, que se ocupa, com amor, de todos os povos.
A escuta de Jonas à ordem de Deus acontece em meio à tempestade e junto àqueles que não acreditavam. Neste momento de naufrágio pessoal, o amor do Senhor prevalece: É Ele quem transforma a tristeza em alegria e a morte em ressurreição...
O silêncio interior acontece com a simbologia do peixe, que tanto nos instrui a respeito das correrias e barulhos do mundo que nos impedem de verdadeiramente meditarmos a respeito de quem somos e de estabelecermos contato com o divino. Na interioridade se desenvolve a experiência do sagrado! Nossas convicções dão lugar aos valores do reino onde poder é serviço, onde ganhar é perder, onde riqueza é ser pobre e onde o maior prazer é doar-se inteiramente em favor dos outros. E assim orou Jonas: ”Quanto a mim, com cantos de ação de graças, oferecer-te-ei sacrifícios e cumprirei os votos que tiver feito: ao senhor pertence a salvação!” (Jn 2, 10)
Três dias para a ação era o tempo favorável, porém com apenas um terço da ação realizada e o objetivo já havia sido alcançado. Os pagãos recebem a Palavra e se convertem! A indignação de Jonas, tanto pela conversão dos inimigos quanto pela perda de uma árvore que lhe fazia sombra segue a humanidade que tanto nos condiciona em nossa mesquinhez e que nos faz tão dependentes dos “setenta vezes sete” de Deus por nós.
Jonas se ocupou de uma planta, com o que nós nos ocupamos?
Deus se ocupa com pessoas!
E o chamado d’Ele é para cada um de nós, assim como seu amor e misericórdia!
Qual é a nossa resposta?
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreesão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Atenção, escuta, meditação,oração e ação!
A cada ano a CNBB propõe a leitura de um livro da Bíblia, este ano o livro a ser lido é o livro do Profeta Jonas. Quanto ensinamento em apenas quatro capítulos! Que dirá de toda a Bíblia?
Atenção para a história do profeta teimoso que vai na direção contrária ao mandato de Deus, fortalecendo em si mesmo a convicção do egoísmo, do descaso com o diferente, além do julgamento precipitado. Jonas se recusa a pregar em Nínive, a capital da Assíria, que representava para seu povo, o inimigo. Assim pensavam: “Ao inimigo a condenação”! Atenção maior para um Deus que não é nacionalista e muito menos exclusivista, que se ocupa, com amor, de todos os povos.
A escuta de Jonas à ordem de Deus acontece em meio à tempestade e junto àqueles que não acreditavam. Neste momento de naufrágio pessoal, o amor do Senhor prevalece: É Ele quem transforma a tristeza em alegria e a morte em ressurreição...
O silêncio interior acontece com a simbologia do peixe, que tanto nos instrui a respeito das correrias e barulhos do mundo que nos impedem de verdadeiramente meditarmos a respeito de quem somos e de estabelecermos contato com o divino. Na interioridade se desenvolve a experiência do sagrado! Nossas convicções dão lugar aos valores do reino onde poder é serviço, onde ganhar é perder, onde riqueza é ser pobre e onde o maior prazer é doar-se inteiramente em favor dos outros. E assim orou Jonas: ”Quanto a mim, com cantos de ação de graças, oferecer-te-ei sacrifícios e cumprirei os votos que tiver feito: ao senhor pertence a salvação!” (Jn 2, 10)
Três dias para a ação era o tempo favorável, porém com apenas um terço da ação realizada e o objetivo já havia sido alcançado. Os pagãos recebem a Palavra e se convertem! A indignação de Jonas, tanto pela conversão dos inimigos quanto pela perda de uma árvore que lhe fazia sombra segue a humanidade que tanto nos condiciona em nossa mesquinhez e que nos faz tão dependentes dos “setenta vezes sete” de Deus por nós.
Jonas se ocupou de uma planta, com o que nós nos ocupamos?
Deus se ocupa com pessoas!
E o chamado d’Ele é para cada um de nós, assim como seu amor e misericórdia!
Qual é a nossa resposta?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
“Ouvir a Palavra de Deus e A por em prática”
Setembro, mês da Palavra!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Palavra de Deus que representa a primavera de vida suplantando um ambiente de sequidão típico de inverno. Muitas vezes, seco assim, está nosso coração e sentimentos antes de penetrarmos o horizonte frutuoso e abundante de salvação que as escrituras nos proporcionam.
A grandeza da Palavra de Deus está justamente em nos desacomodar, nos questionar em nossas posturas de vida e de valores. Vivemos a abundância dos banquetes de amor, das águas que purificam, do perdão que nos conforta, da compreensão que estrapola nossos desajeitos e enfim, vivemos a alegria de pertença a um povo fiel que acredita na mensagem de Deus? Ou estamos em constante teimosia com a nossa verdadeira missão?
Missão esta que é “ouvir a Palavra de Deus e a por em prática”! Palavra que nos exorta a amar os inimigos,
perdoar sem fim, considerar importantes os marginalizados da história, romper com todas as estruturas de escravidão, doar-se inteiramente em favor dos outros, carregar a cruz até o fim, vencer a morte pela fé... Esta é a radicalidade da mensagem evangélica, e o verdadeiro cristão precisa estar em constante seguimento deste Caminho, pois é esta a Verdade que nos dará Vida e, em abundância!
Em sintonia com as Santas Missões que nos convidam a um olhar mais específico no Evangelho de São Lucas, nos demoremos um pouco mais na sua sabedoria.
Quando São Lucas escreve seu Evangelho, o fim do século I já se aproximava e muitos cristãos já tinham se tornado mártires ao derramar seu sangue testemunhando sua fé em Jesus. Os gentios (pagãos) eram batizados, o que representava uma vitória frente ao nacionalismo judaico. São Lucas escreve demonstrando a trajetória da pregação de Jesus que vem da “periferia” (Galiléia – Nazaré) para o “centro” (Jerusalém) e depois em Atos dos Apóstolos ( também de autoria de São Lucas) a boa notícia chega até Roma (centro do mundo naquele tempo). A novidade neste caminho percorrido era o acolhimento de todos aqueles que se aproximavam para ouvir o anúncio do Reino.
É próprio da linguagem Lucana o universalismo da mensagem libertadora, as mulheres recebem o anúncio e tem papel de destaque inclusive sustentando financeiramente a obra de evangelização (Lc 8, 2s) , os pobres são os escolhidos especiais (Lc 16, 19-29), os ladrões recebem o anúncio em casa (Lc 19, 1-10) e aqueles que se desviaram do caminho são recebidos de volta com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa no retorno (Lc, 15, 11-32), sem falar dos samaritanos que se sobressaem em solidariedade aos representantes da religião judaica. Esta é a maneira que São Lucas encontrou para evidenciar o amor incondicional de Deus por cada um de seus filhos: acolhimento, perdão, conforto e lar amoroso.
Nos caminhos que percorremos em nossa vida devemos reconhecer a prática do Mestre, estreitar nossos laços de comunhão com a Palavra que sempre nos instruirá neste reconhecimento e sobretudo, imitar seus gestos de partilha, inclusão e amor.
Setembro pode ser o mês do aprendizado, mas o verdadeiro aprendiz não se esquece nunca de praticar o que aprendeu! Mitzvá, que em judaico significa exercício! Exercitemo-nos!
Eis-me aqui?
Ao celebrar em Agosto a vocação dos cristãos a Igreja toda se prepara para o 3.º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Itaici e Indaiatuba – SP e terá como Tema: “Discípulos missionários a serviço das vocações” e seu Lema será: ”Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
Cada batizado também é um vocacionado! E esta afirmação já demonstra a importância deste congresso, que está justamente em unir todos os cristãos em reflexão sobre sua vocação (chamado) específica. Afinal, embora todos somos chamados (vocacionados), cada um tem sua especificidade. Deus Pai nos elege, escolhe, nos traz à vida, somos chamados Por Jesus e desta proposta divina corresponde uma resposta humana que nos enviará em missão sob a ação do Espírito Santo.
“Eis-me aqui!” (Ex 3, 4) com Moisés. “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”(1Sm 3,10) em Samuel. E, “Faça-se em mim segundo Tua Palavra” (Lc 1, 38) em Maria. Estes são alguns dos muitos exemplos bíblicos de resposta a Deus.
O acolhimento do convite de Jesus nos proporciona a convivência com outros vocacionados que também tiveram a mesma resposta. E aprender a viver e conviver com eles é a primeira exigência evangélica. De chamados (vocados) passamos também a ser con-vocados.
Perdoar e ser perdoado, sentir-se sinceramente aceito e amado, ser tratado com toda dignidade incondicionalmente, libertar-se das mágoas, curar os remorsos, ter ombro amigo para chorar, desviar-se do caminho certo, mas acolher e ser acolhido com anel nos dedos, sandálias nos pés e festa ao retornar, partilhar o pão, as aflições, angústias, medos, alegrias, anseios, vitórias... Estas são outras exigências evangélicas que nos torna discípulos.
Esse amor grandioso que nos elege, resgata, cura, salva, também nos alimenta diariamente. E, é no cotidiano que este alimento nos fortalece e provoca a ser missionário. Pro-vocados em duplo sentido: provocar os outros a viver e responder ao chamado de Deus através de nosso falar e agir autenticamente cristão e no viver, na radicalidade, a vida em prol do outro. Ser para o outro!
Urge entre nós o silêncio para escutar o chamado de Deus! O Reino carece de respostas que se convertam em ações solidárias. Afinal, muitas nações ainda precisam ser iluminadas pela luz que vem do Senhor.
Eis-me aqui?
domingo, 22 de agosto de 2010
ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL: COMBATEMOS O BOM COMBATE!
De 9 a 11 de junho de 2010 acontecerá, em Roma, o encerramento do Ano Sacerdotal. A um ano atrás a Igreja toda se deparou com a audácia profética do Papa Bento XVI ao decretar um ano inteiro dedicado “às orações pela santificação dos sacerdotes”. A Igreja também esteve diante do líder humilde que pediu e reconheceu: “orem por nós, precisamos de oração!”
Este ano que passou foi marcado por denúncias, escândalos, abusos, crimes. Infelizmente, o joio está em meio ao trigo. Mas a postura diante de tantos problemas é a de Jesus Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5,44s) E ainda mais: “Os sãos não tem necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,31s)
É evidente que Deus não compactua com o mal, sempre diante de uma libertação Jesus dizia: “Vá e não peques mais!” , mas também não O vemos, em nenhum momento, contabilizando os erros de cada pecador que d’Ele se aproximava. O verdadeiro combate que devemos travar, Ele nos ensina, é contra o pecado! Ao pecador, a misericórdia de Deus!
É imprescindível neste momento reconhecer nas palavras do papa a sabedoria de Deus agindo através de Seu Santo Espírito: Orar pelos sacerdotes! Sobretudo por aqueles que mais necessitam de oração. Não podemos nos esquecer que é através dos sacerdotes que temos a Eucaristia e o Perdão dos Pecados e a Graça de Deus que age neles é infinitamente maior que todos os pecados que eles possam cometer. E mais, temos espalhados pelo mundo afora, muitos sacerdotes que dão autêntico testemunho evangélico! Não se pode, de maneira alguma, generalizar fatos isolados! E quanto a igreja cresceu neste último ano! E isso se deve à Força de Deus e a caminhada humana, liderada por homens de fé que se propuseram a viver a vida no serviço aos outros. A “Caridade na Verdade”: não há outro modo de dar esperança a tantos no mundo!
A comunidade, além de orar por seus sacerdotes, também é responsável pelo acolhimento, pela solidariedade, pelo perdão, pela correção fraterna que são gestos de amor que ela deve ter para com eles. Neste mesmo contexto, o quanto é importante que a comunidade também os elogie. De maneira especial convoco a comunidade do Divino Espírito Santo a olhar com “novo olhar” o quanto é salutar termos entre nós sacerdotes que levem vida digna do Evangelho do Senhor. Já, em clima de revisão e balanço, podemos perceber o quanto nossa igreja templo se modificou, as nossas celebrações se tornaram mais condizentes com os “Mistérios Sagrados” que celebramos, nos aproximamos para o Banquete Pascal agora partilhando as “Duas Espécies”, nossas crianças tem espaço de destaque na formação, pastorais incluem os mais necessitados de inclusão e muito, muito mais... E, além de tudo isso, temos os exemplos de sacerdotes que meditam sempre em sua conversão. Padres que realmente se esforçam em nos exortar à santificação, ao crescimento de nossa fé e que nos conduzem como bons pastores.
Ação de graças é a nossa tarefa agora! Com a certeza que “em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” ( Rm 8,37) e é d’Ele a promessa à toda a Igreja: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18b).
Este ano que passou foi marcado por denúncias, escândalos, abusos, crimes. Infelizmente, o joio está em meio ao trigo. Mas a postura diante de tantos problemas é a de Jesus Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5,44s) E ainda mais: “Os sãos não tem necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,31s)
É evidente que Deus não compactua com o mal, sempre diante de uma libertação Jesus dizia: “Vá e não peques mais!” , mas também não O vemos, em nenhum momento, contabilizando os erros de cada pecador que d’Ele se aproximava. O verdadeiro combate que devemos travar, Ele nos ensina, é contra o pecado! Ao pecador, a misericórdia de Deus!
É imprescindível neste momento reconhecer nas palavras do papa a sabedoria de Deus agindo através de Seu Santo Espírito: Orar pelos sacerdotes! Sobretudo por aqueles que mais necessitam de oração. Não podemos nos esquecer que é através dos sacerdotes que temos a Eucaristia e o Perdão dos Pecados e a Graça de Deus que age neles é infinitamente maior que todos os pecados que eles possam cometer. E mais, temos espalhados pelo mundo afora, muitos sacerdotes que dão autêntico testemunho evangélico! Não se pode, de maneira alguma, generalizar fatos isolados! E quanto a igreja cresceu neste último ano! E isso se deve à Força de Deus e a caminhada humana, liderada por homens de fé que se propuseram a viver a vida no serviço aos outros. A “Caridade na Verdade”: não há outro modo de dar esperança a tantos no mundo!
A comunidade, além de orar por seus sacerdotes, também é responsável pelo acolhimento, pela solidariedade, pelo perdão, pela correção fraterna que são gestos de amor que ela deve ter para com eles. Neste mesmo contexto, o quanto é importante que a comunidade também os elogie. De maneira especial convoco a comunidade do Divino Espírito Santo a olhar com “novo olhar” o quanto é salutar termos entre nós sacerdotes que levem vida digna do Evangelho do Senhor. Já, em clima de revisão e balanço, podemos perceber o quanto nossa igreja templo se modificou, as nossas celebrações se tornaram mais condizentes com os “Mistérios Sagrados” que celebramos, nos aproximamos para o Banquete Pascal agora partilhando as “Duas Espécies”, nossas crianças tem espaço de destaque na formação, pastorais incluem os mais necessitados de inclusão e muito, muito mais... E, além de tudo isso, temos os exemplos de sacerdotes que meditam sempre em sua conversão. Padres que realmente se esforçam em nos exortar à santificação, ao crescimento de nossa fé e que nos conduzem como bons pastores.
Ação de graças é a nossa tarefa agora! Com a certeza que “em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” ( Rm 8,37) e é d’Ele a promessa à toda a Igreja: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18b).
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Maria, a aprendiz que virou mestra!
Maria, a aprendiz que virou mestra!
Maio é um mês especial, dedicamos este mês a homenagiar as mães e damos atenção especial nas homenagens àquela que é a mãe do salvador, Maria.
É fácil evidenciarmos a sua doçura e também a sua singeleza, basta olhar para Jesus, Ele foi o Homem mais generoso que a humanidade conheceu! E foi educado por Maria! É importantíssimo ressaltar seu silêncio gerador. O silêncio de meditação. Assim como seu clamor profético tem especial destaque nas escrituras, exemplo maior é o seu canto Magnificat, que além de demonstrar sua espera em Deus por justiça, também evidencia uma mulher interessada na história de seu povo, pois o Magnificat é inspirado no cântico de Ana (1Sm 2,1-10) e em muitas outras passagens do Antigo Testamento. Também seu testemunho de serviço, vai ‘apressadamente’ em busca do “servir”. E mais, em seu tempo, quando uma família não tinha um escravo disponível para o serviço de lavar os pés dos visitantes, quem fazia este serviço eram as mulheres. Jesus também deve ter aprendido com a mãe a lavar os pés dos seus amigos e discípulos.
Mas além destes atributos, Maria tem muitos outros. Destaque para a Maria guerreira, a mulher que luta contra as injustiças e com uma arma invencível: o amor. A mulher da coragem, que enfrenta os desafios da missão com força e equilíbrio. Não temos nenhuma menção nos evangelhos de uma mulher se descabelando diante do suplício do seu filho na cruz, ao contrário, vemos uma mulher que sente uma dor inominável e se mantém firme, como se quisesse dizer ao seu filho: - Vai, meu filho, cumpre a tua missão!
Maria é a mulher que “ouve a Palavra de Deus e a põe em prática” ( Lc 8,21). Na apresentação de Jesus ao templo o profeta Simeão diz a Maria que uma espada traspassaria sua alma (Lc 2,35) e o Filho do Homem é quem traz esta espada (Ap 1,16) porque a espada é a Palavra de Deus. Maria viveu a Palavra , não somente a escutou. A Palavra verdadeiramente traspassou sua alma!
Vemos em Maria a aprendiz das grandes mulheres do passado. Assim como Sara que foi mãe contra toda expectativa humana (aos 90 anos de idade), Maria também o foi apesar de sua virgindade. Raquel a esposa amada de Jacó foi a mãe de um salvador de seu povo. Maria também foi amada de José e ao seu lado se tornou a mãe do Salvador.
A fidelidade de Maria aos planos de Deus nos remete para a estrangeira Rute que mesmo em meio às adversidades se mantêm fiel e unida ao povo de seu marido. A magnitude de Ester ao ultrapassar os limites do amor próprio ao aproximar-se do rei Assuero para pedir em favor do seu povo faz-nos compreender o título real dado a Maria. A beleza de Judite e a tenacidade de sua entrega ao derrotar o inimigo nos lembra a imagem de Gênesis da Mulher que esmagará a cabeça da serpente. E a aprendiz se tornou mestra, sobretudo na humildade: “Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim segundo tua Palavra!”
Vemos hoje, o quanto o mundo carece deste comportamento mariano: o silêncio assim como o clamor, o serviço, a fortaleza, o equilíbrio, a coragem, enfim, o amor incondicional... O Sim de Maria fez Jesus nascer no meio de nós. E o nosso sim, já foi dado? Não devemos nos esquecer da atualidade da Palavra que nos proclama a todos:” Alegrem-se cheios de graça, o Senhor está convosco!”
Maio é um mês especial, dedicamos este mês a homenagiar as mães e damos atenção especial nas homenagens àquela que é a mãe do salvador, Maria.
É fácil evidenciarmos a sua doçura e também a sua singeleza, basta olhar para Jesus, Ele foi o Homem mais generoso que a humanidade conheceu! E foi educado por Maria! É importantíssimo ressaltar seu silêncio gerador. O silêncio de meditação. Assim como seu clamor profético tem especial destaque nas escrituras, exemplo maior é o seu canto Magnificat, que além de demonstrar sua espera em Deus por justiça, também evidencia uma mulher interessada na história de seu povo, pois o Magnificat é inspirado no cântico de Ana (1Sm 2,1-10) e em muitas outras passagens do Antigo Testamento. Também seu testemunho de serviço, vai ‘apressadamente’ em busca do “servir”. E mais, em seu tempo, quando uma família não tinha um escravo disponível para o serviço de lavar os pés dos visitantes, quem fazia este serviço eram as mulheres. Jesus também deve ter aprendido com a mãe a lavar os pés dos seus amigos e discípulos.
Mas além destes atributos, Maria tem muitos outros. Destaque para a Maria guerreira, a mulher que luta contra as injustiças e com uma arma invencível: o amor. A mulher da coragem, que enfrenta os desafios da missão com força e equilíbrio. Não temos nenhuma menção nos evangelhos de uma mulher se descabelando diante do suplício do seu filho na cruz, ao contrário, vemos uma mulher que sente uma dor inominável e se mantém firme, como se quisesse dizer ao seu filho: - Vai, meu filho, cumpre a tua missão!
Maria é a mulher que “ouve a Palavra de Deus e a põe em prática” ( Lc 8,21). Na apresentação de Jesus ao templo o profeta Simeão diz a Maria que uma espada traspassaria sua alma (Lc 2,35) e o Filho do Homem é quem traz esta espada (Ap 1,16) porque a espada é a Palavra de Deus. Maria viveu a Palavra , não somente a escutou. A Palavra verdadeiramente traspassou sua alma!
Vemos em Maria a aprendiz das grandes mulheres do passado. Assim como Sara que foi mãe contra toda expectativa humana (aos 90 anos de idade), Maria também o foi apesar de sua virgindade. Raquel a esposa amada de Jacó foi a mãe de um salvador de seu povo. Maria também foi amada de José e ao seu lado se tornou a mãe do Salvador.
A fidelidade de Maria aos planos de Deus nos remete para a estrangeira Rute que mesmo em meio às adversidades se mantêm fiel e unida ao povo de seu marido. A magnitude de Ester ao ultrapassar os limites do amor próprio ao aproximar-se do rei Assuero para pedir em favor do seu povo faz-nos compreender o título real dado a Maria. A beleza de Judite e a tenacidade de sua entrega ao derrotar o inimigo nos lembra a imagem de Gênesis da Mulher que esmagará a cabeça da serpente. E a aprendiz se tornou mestra, sobretudo na humildade: “Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim segundo tua Palavra!”
Vemos hoje, o quanto o mundo carece deste comportamento mariano: o silêncio assim como o clamor, o serviço, a fortaleza, o equilíbrio, a coragem, enfim, o amor incondicional... O Sim de Maria fez Jesus nascer no meio de nós. E o nosso sim, já foi dado? Não devemos nos esquecer da atualidade da Palavra que nos proclama a todos:” Alegrem-se cheios de graça, o Senhor está convosco!”
domingo, 2 de maio de 2010
Iniciando o BLOG Mensagens da Cris
Boa noite,
Meu nome é Ana Paula, e estou criando este blog para divulgar textos e mensagens produzidas por minha irmã Cristiana, professora de Teologia para leigos, também escritora de uma coluna no jornal da matriz do Divino Espírito Santo em Varginha-MG.
Lendo textos, percebi que criar um Blog seria uma ótima maneira de divulgar o seu trabalho. Trabalho este, que possui a função de passar lindas mensagens inspiradas na Bíblia e seus personagens.
Abraços a todos,
Paula
Meu nome é Ana Paula, e estou criando este blog para divulgar textos e mensagens produzidas por minha irmã Cristiana, professora de Teologia para leigos, também escritora de uma coluna no jornal da matriz do Divino Espírito Santo em Varginha-MG.
Lendo textos, percebi que criar um Blog seria uma ótima maneira de divulgar o seu trabalho. Trabalho este, que possui a função de passar lindas mensagens inspiradas na Bíblia e seus personagens.
Abraços a todos,
Paula
Assinar:
Postagens (Atom)