De 9 a 11 de junho de 2010 acontecerá, em Roma, o encerramento do Ano Sacerdotal. A um ano atrás a Igreja toda se deparou com a audácia profética do Papa Bento XVI ao decretar um ano inteiro dedicado “às orações pela santificação dos sacerdotes”. A Igreja também esteve diante do líder humilde que pediu e reconheceu: “orem por nós, precisamos de oração!”
Este ano que passou foi marcado por denúncias, escândalos, abusos, crimes. Infelizmente, o joio está em meio ao trigo. Mas a postura diante de tantos problemas é a de Jesus Cristo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5,44s) E ainda mais: “Os sãos não tem necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” (Lc 5,31s)
É evidente que Deus não compactua com o mal, sempre diante de uma libertação Jesus dizia: “Vá e não peques mais!” , mas também não O vemos, em nenhum momento, contabilizando os erros de cada pecador que d’Ele se aproximava. O verdadeiro combate que devemos travar, Ele nos ensina, é contra o pecado! Ao pecador, a misericórdia de Deus!
É imprescindível neste momento reconhecer nas palavras do papa a sabedoria de Deus agindo através de Seu Santo Espírito: Orar pelos sacerdotes! Sobretudo por aqueles que mais necessitam de oração. Não podemos nos esquecer que é através dos sacerdotes que temos a Eucaristia e o Perdão dos Pecados e a Graça de Deus que age neles é infinitamente maior que todos os pecados que eles possam cometer. E mais, temos espalhados pelo mundo afora, muitos sacerdotes que dão autêntico testemunho evangélico! Não se pode, de maneira alguma, generalizar fatos isolados! E quanto a igreja cresceu neste último ano! E isso se deve à Força de Deus e a caminhada humana, liderada por homens de fé que se propuseram a viver a vida no serviço aos outros. A “Caridade na Verdade”: não há outro modo de dar esperança a tantos no mundo!
A comunidade, além de orar por seus sacerdotes, também é responsável pelo acolhimento, pela solidariedade, pelo perdão, pela correção fraterna que são gestos de amor que ela deve ter para com eles. Neste mesmo contexto, o quanto é importante que a comunidade também os elogie. De maneira especial convoco a comunidade do Divino Espírito Santo a olhar com “novo olhar” o quanto é salutar termos entre nós sacerdotes que levem vida digna do Evangelho do Senhor. Já, em clima de revisão e balanço, podemos perceber o quanto nossa igreja templo se modificou, as nossas celebrações se tornaram mais condizentes com os “Mistérios Sagrados” que celebramos, nos aproximamos para o Banquete Pascal agora partilhando as “Duas Espécies”, nossas crianças tem espaço de destaque na formação, pastorais incluem os mais necessitados de inclusão e muito, muito mais... E, além de tudo isso, temos os exemplos de sacerdotes que meditam sempre em sua conversão. Padres que realmente se esforçam em nos exortar à santificação, ao crescimento de nossa fé e que nos conduzem como bons pastores.
Ação de graças é a nossa tarefa agora! Com a certeza que “em tudo isso somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” ( Rm 8,37) e é d’Ele a promessa à toda a Igreja: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18b).